
Decorrido entre 01/01/2025 e 31/12/2025, foi um projeto desenvolvido pela FNERDM, em parceria com as suas Associadas AEIPS, A FARPA, ANARP, ARIA, ASMAL, ASSOL, CVP, GAC, GIRA, MATIZ, RECOMEÇO e ULSSJ, e foi cofinanciado num total de 5763,92€, pelo no âmbito do Programa de Financiamento a Projetos pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. 2025.
Retratos de Vida Independente foi um projeto com abrangência nacional, cujo principal objetivo foi contribuir para 1) a discussão sobre a necessidade desenvolver serviços que garantam o pleno reconhecimento das pessoas com experiência em doença mental (PEDM) como cidadãos, respeitar o direito de escolha em viver de forma independente na comunidade e apoiar os seus sonhos, aspirações e interesses, 2) autonomizar e dar voz às PEDM, promovendo a participação em iniciativas que lhes dizem respeito, defesa de direitos e partilha de histórias de autodeterminação e realização pessoal.
Este projeto envolveu várias ações:

– Ação n.º 1 – Concurso “Retratos de Vida Independente” foi uma iniciativa que convidou todas as pessoas, organizações e comunidades a dar voz à autonomia, à participação e à diversidade, através da arte e da criatividade. Este concurso foi lançado no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência como forma de assinalar esta data reafirmando o compromisso com a inclusão, a autodeterminação e o direito à vida independente das PEDM.
O trabalho vencedor destacou-se pela forma clara, humanizada e inspiradora como representa a Vida Independente. Foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas e uma Menção Especial, sendo que nos trabalhos apresentados destacou-se a capacidade dos mesmos em representar, de forma inspiradora e consciente, aquilo que significa Vida Independente: poder de escolha, participação ativa na comunidade, valorização pessoal, autonomia com apoio quando necessário e construção de um projeto de vida com dignidade e sentido. Teve 26 participações, com origem em 5 distritos nacionais.
-Ação n.º 2 – Ação de capacitação “Vida Independente em Saúde Mental: Como as Famílias Podem Promover a Autonomia” destinou-se a familiares de PEDM, decorreu no dia 18 de dezembro de 2025, em formato online, através da aplicação TEAMS, em Lisboa, com objetivo de apoiar familiares e cuidadores na promoção da autonomia, das escolhas e da recuperação das pessoas com experiência de doença mental. Durante a sessão foram abordados conceitos fundamentais, estratégias e recursos comunitários que podem facilitar a construção de uma vida mais autónoma e significativa. Foram ainda abordados os desafios da promoção da autonomização das PEDM, desmitificando ideias pré-concebidas sobre a Vida Independente. Teve a participação de 48 participantes e 1 formador, com origem em 13 distritos nacionais.
-Ação n.º 3 – Ação de sensibilização e debate sobre Vida Independente – Outdoor pela Saúde Mental foi dinamizado no dia 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, com o objetivo de fomentar a defesa do direito das PEDM viverem de forma independente e estar incluído na comunidade. Esta atividade de âmbito nacional, foi dinamizada em Lisboa e contou com a participação 16 organizações, com ação em 10 distritos/15 concelhos nacionais, num total de 478 participantes. Esta iniciativa foi marcada por um momento de discursos, que visou a partilha de histórias de autonomização e dar visibilidade e expressão à autodeterminação das PEDM. Foram ainda elaborados diversos materiais de comunicação em prol da causa da Vida Independente na população com doença mental grave e divulgados apoios individualizados de suporte na comunidade, informação também disponibilizada em diversos eventos institucionais como o 21º Encontro Nacional da FNERDM.
-Ação n.º 4 – Realização de 3 ações de sensibilização junto de organizações com respostas no âmbito da saúde mental – decorreram dia 12 e 15 de dezembro, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de respostas individualizadas e o apoio aos percursos de vida autónoma das PEDM, através da realização de visitas a diferentes respostas habitacionais independentes e integradas na comunidade, que possibilitaram conhecer, no terreno, diferentes modelos de intervenção, através do contacto direto com equipas especializadas e com testemunhos de beneficiários. No total das ações estiveram envolvidos 4 formadores e participaram 14 profissionais, afetos a 12 organizações sociais, com ação em 3 distritos nacionais.
– Ação n.º 5 – Implementação, Dinamização e Avaliação do Projeto – gestão operacional inerente ao desenvolvimento de todo o projeto (e.g. contactos com parceiros, divulgações, avaliação e relatórios das ações).
Em suma, as atividades desenvolvidas visaram desafiar e sensibilizar toda comunidade a refletir sobre a temática do direito à participação e cidadania das pessoas com problemas de doença mental, contribuindo para fomentar a importância da autonomia, autorrepresentação e vida independente na comunidade das PEDM. O projeto abrangeu no total 5503 pessoas. Este valor foi obtido através do somatório do n.º total de participantes diretos no Projeto (567), n.º total de elementos da equipa técnica/formadores do Projeto (14) e do n.º total de participantes indiretos que interagiram com os eventos criados e publicações nas redes socias das ações do Projeto (4922).
