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| Dia Mundial da Saúde Mental |
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Alusivo ao Dia Mundial da Saúde Mental, a FNERDM organizou a Conferência designada por “Tornar a Inclusão uma Realidade”. Com esta iniciativa, associada ao II Encontro Nacional, pretendeu-se apresentar exemplos de programas ou intervenções relevantes para apoiar a inclusão das pessoas com doença mental e os requisitos subjacentes a tais práticas. Good Practices combating social exclusion of people with mental health problemsA presente exposição esteve a cargo de uma representante da Mental Health Europe e foi baseada essencialmente na apresentação de um projecto de âmbito europeu, coordenado por esta mesma Entidade e que pretende identificar e disseminar para outros países da Europa boas práticas no combate à exclusão da doença mental. Entre outros objectivos, este projecto prima pelo contacto com ONGs Europeias que trabalham na área da inclusão social, assim como nas questões associadas ao mainstreaming para a saúde mental. Esta apresentação focou também três níveis de análise, nomeadamente as políticas, as questões organizacionais e as iniciativas, que influenciam o desenvolvimento de boas práticas no combate à exclusão das pessoas com problemas de saúde mental. Caminhos recentes do Emprego Apoiado O painel em questão deu a conhecer os princípios de intervenção do Emprego Apoiado, no sentido de facilitar e promover a integração e manutenção do emprego no mercado competitivo de trabalho, de pessoas em situação de desvantagem. O Emprego Apoiado enquadra-se no movimento internacional de “Supported Employment”, pelo que este modelo caracteriza-se pela participação dos indivíduos na construção e condução do seu próprio projecto profissional, por estratégias de formação em posto de trabalho. A inclusão profissional de pessoas em situação de desvantagem nas empresas promove a diversidade dos seus recursos humanos e enquadra-se no Movimento da Responsabilidade Social das Organizações. Para além dos aspectos focados anteriormente, a exposição em questão permitiu dar a conhecer o desenvolvimento de estudos custo-benefício no âmbito do emprego apoiado. Tackling social exclusion throught home ownershipA presente exposição enquadra-se na apresentação de um programa de inclusão habitacional – Own Home que, visa a obtenção de habitação própria e que é desenvolvido pela Advance. O programa Own Home foi estabelecido para dar resposta às pessoas com problemas de saúde mental, para a segurança de propriedade, escolha e apoio nas opções de habitação através de uma co-propriedade. A habitação é um aspecto significante na exclusão social. “Pessoas com problemas de saúde mental têm tendência para ter problemas de habitação. Em comparação com o resto da população, estas têm 1,5 vezes mais probabilidades de viverem em habitação arrendada, com maior incerteza sobre o tempo de permanência na casa actual; 2 vezes mais probabilidades de dizerem que estão muito insatisfeitos com a habitação ou que a habitação necessita de reparações; e 4 vezes mais probabilidades de dizerem que a saúde piorou devido à habitação.” O Own Home ofereceu uma escolha a nível da habitação e da localização que, segundo a sua experiência, não se encontra disponível em outros provedores de habitação social. Os indivíduos receberam da Advance um apoio de alto nível em todas as etapas do processo de candidatura e na altura de mudar para uma casa nova. Muitas pessoas falaram das suas expectativas em possuir uma habitação como um começo novo (num lugar ou numa área diferentes), terem a sua própria habitação. Todos os que foram aceites no programa conseguiram melhorar as suas condições de habitação e dar a sua preferência em relação à localização, melhorando a sua qualidade de vida, motivação e sensação de bem-estar. No final do painel, as apresentações foram ainda comentadas pelo Prof. Dr. José Ornelas, seguindo-se um período de questões da audiência conferencista.
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